Ana Júlia Flaviana Oliveira, estudante de Engenharia Elétrica e estagiária da CEDAE, participou da equipe do Grupo de Foguetes do Rio de Janeiro, da UERJ, que conquistou dois importantes reconhecimentos na Latin American Space Challenge 2026, a 7ª edição do LASC 2026 aconteceu de 2 a 5 de setembro de 2026 em Iacanga, São Paulo, Brasil.
A busca pelo conhecimento, a dedicação aos estudos e o desenvolvimento de novas tecnologias ganharam destaque com a participação da estagiária da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (CEDAE), Ana Júlia Flaviana Oliveira, na Latin American Space Challenge (LASC) 2026, uma das principais competições de engenharia de foguetes e satélites da América Latina.
Estudante de Engenharia Elétrica pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Ana Júlia integra o Grupo de Foguetes do Rio de Janeiro (GFRJ), projeto de extensão universitária dedicado ao desenvolvimento de foguetes experimentais. A equipe reúne estudantes de diferentes áreas da engenharia e atua em etapas que vão desde o projeto e as simulações até a construção, eletrônica, sistemas de recuperação, testes e lançamento.
Realizada em 2026, a LASC reuniu equipes universitárias para apresentar e testar projetos desenvolvidos ao longo de meses de trabalho. A competição possui diferentes categorias e envolve não apenas o desempenho dos foguetes durante o voo, mas também a qualidade dos projetos, das análises, das simulações e das soluções desenvolvidas pelas equipes. A própria organização da LASC destaca a proposta de incentivar a inovação e a formação de estudantes por meio do desenvolvimento e lançamento de projetos experimentais.
Dois prêmios para o GFRJ
Na edição de 2026, o GFRJ voltou da competição com dois importantes reconhecimentos.
Na categoria de 1 km de apogeu, o foguete FÚRIA II conquistou o 1º lugar, alcançando a altitude prevista de 1 quilômetro.
Já o foguete ARCEUS, inscrito na categoria de 3 km, recebeu o ESSS Award for Analysis and Simulations, prêmio concedido em reconhecimento ao trabalho desenvolvido pela equipe nas áreas de análise e simulação.
A UERJ também destacou os resultados obtidos pelo grupo, registrando que o Fúria II alcançou o primeiro lugar na categoria de altitude e que o Arceus foi reconhecido pelo trabalho de análise e simulação aerodinâmica, incluindo o uso de Computational Fluid Dynamics (CFD).
Segundo publicação do próprio GFRJ, o resultado é fruto de meses de projeto, testes, erros, acertos e dedicação de toda a equipe. O grupo ressaltou que o reconhecimento representa o trabalho coletivo de estudantes envolvidos no projeto, na construção, nos testes e nas análises dos foguetes.
Tecnologia que vai além do lançamento
O desenvolvimento de um foguete experimental envolve muito mais do que o momento em que ele deixa a plataforma de lançamento. Antes disso, os estudantes precisam realizar cálculos, desenvolver projetos, executar simulações, fabricar componentes, testar sistemas e analisar diferentes possibilidades para que a missão seja realizada com segurança e precisão.
Outro aspecto importante é a integração entre o foguete e as cargas que serão transportadas durante a missão.
Na LASC 2026, o FÚRIA II transportou um satélite desenvolvido pela FEGSat, da UNESP, enquanto o ARCEUS levou o TroiaSat, desenvolvido pela UERJ Sats. Essa integração demonstra como diferentes equipes e projetos podem trabalhar de forma conjunta em uma mesma missão, reunindo conhecimentos de engenharia, eletrônica, computação, controle, aerodinâmica e sistemas embarcados.
Para Ana Júlia, a experiência representa também uma oportunidade de colocar em prática conhecimentos adquiridos durante sua formação em Engenharia Elétrica. A participação em projetos dessa natureza permite que estudantes tenham contato direto com problemas reais de engenharia, trabalhando em equipe e acompanhando todas as etapas de desenvolvimento de uma missão.
Conhecimento que transforma
A trajetória do GFRJ na LASC 2026 demonstra a importância de iniciativas que aproximam estudantes da pesquisa, da inovação e da aplicação prática do conhecimento.
A conquista dos dois prêmios é resultado de um trabalho coletivo e evidencia o envolvimento de jovens estudantes com projetos de alta complexidade tecnológica. Mais do que os troféus, a experiência representa aprendizado, desenvolvimento profissional, trabalho em equipe e incentivo à busca por novas soluções.
A ASEAC parabeniza Ana Júlia Flaviana Oliveira e todos os integrantes do Grupo de Foguetes do Rio de Janeiro (GFRJ) pelas conquistas na LASC 2026 e pelo empenho demonstrado durante todo o desenvolvimento dos projetos.
A ASEAC também reforça seu incentivo à participação em iniciativas que promovam educação, conhecimento, inovação, pesquisa e desenvolvimento, contribuindo para o crescimento pessoal e profissional dos estudantes e para a evolução da sociedade por meio da ciência e da tecnologia.
Que essa conquista seja inspiração para que cada vez mais estudantes tenham a oportunidade de transformar conhecimento em projetos e novas possibilidades para o futuro.
Veja o vídeo do lançamento no canal da ASEAC no YouTube:
Parabéns, GFRJ, Ana Júlia e todos os estudantes envolvidos nessa conquista!



